sexta-feira, 14 de agosto de 2015

SÍNDROME DE DOWN NA VISÃO ESPÍRITA


Todo efeito tem uma causa. Logo, deduzimos haver uma causa para que esses espíritos vivam tal experiência, causa justa, levando-se em consideração a infinita bondade e justiça de Deus.
Todos os obstáculos que não resultem de ações na vida atual procedem de atitudes nas reencarnações passadas.
A Providência Divina permite que determinados espíritos reencarnem nesta condição, para aprenderem uma grande lição através do constrangimento a que ficam sujeitos, totalmente impossibilitados de se manifestarem normalmente.
Os amigos espirituais alertam: a imensa maioria dos casos de crianças portadoras de deficiência física e/ou mental são aqueles que se voltaram contra si mesmos, buscando o fim de dificuldades, na porta ilusória do suicídio. Ou então, são indivíduos que em encarnação passada abusaram da inteligência, de seu saber, para o mal, para enganar os outros, explorando-lhes a ignorância ou a boa-fé, inventores de engenhos de morte ou os que estragaram seus corpos carnais cultivando o vício.
O remorso, aliado aos prejuízos causados pelo ato infeliz, faz que o espírito não disponha de condições nem de méritos para reencarnar num corpo físico isento de quaisquer lesões. Sabemos que o perispírito é um arquivo minucioso e implacável de nossos menores atos bons e maus. Os excepcionais, quando reencarnam, trazem gravados em seus cérebros espirituais o mal que maquinaram contra seu próximo e, pela lei da causa e do efeito, contra si mesmos. Porque, todo mal que praticarmos contra o próximo, somos nós os primeiros lesados. Pois bem, para tirarem essa crosta maléfica que o perispírito deles guardam, só há um meio:"reencarnarem". E o corpo de carne funciona então como um filtro através do qual se escoará aquele lodo moral que ali se formou; esse lodo só deixará a inteligência do excepcional funcionar normalmente depois de se ter escoado por completo, ou seja, limpado o perispírito porque, enquanto houver um resquício desse lodo moral ali depositado, a inteligência não funcionará direito embaraçada por ele.
"QUAL A PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA DÍVIDA?" Os pais, como em qualquer ambiente doméstico, trazem vínculos profundos com seus filhos, carregando uma parte dos motivos que ocasionaram a queda desses espíritos, e, como tal, devem lutar e sofrer com eles. Por outro lado, podem ser espíritos com grande capacidade de amar que voltaram a Terra, para amparar essas criaturas em tão difícil experiência reparatória.
"QUAL A PERCEPÇÃO DA CRIANÇA EXCEPCIONAL? Não pensemos que a existência como excepcional seja perdida em termos de aprendizado. O espírito sofre não poder manifestar-se, contudo mantém todas as suas faculdades e gradativamente aprenderá a não utilizá-las mal. Crianças excepcionais significam, muitas vezes, o retorno de grandes intelectuais, gênios que caíram no orgulho e no abuso. Os mentores da vida maior elucidaram a Kardec: "A superioridade moral nem sempre guarda proporção com a superioridade intelectual". Sobretudo, quando fora do corpo, tem - de acordo com o grau evolutivo de cada um - percepção da situação e da prova a que estão submetidos. Chico Xavier elucida como se sentem e como são tratadas: "Sentem e ouvem, registram e sabem de que modo são tratadas; elas são profundamente lúcidas na intimidade do próprio ser".
E QUANDO HÁ REJEIÇÃO DOS PAIS? Infelizmente, existem pessoas que se julgam despreparadas para superarem determinados testes, passando a agir de maneira irresponsável, fugindo às próprias obrigações para com os mecanismos da lei de causa e efeito. Semelhante fuga ocasiona o agravamento do problema, comprometendo toda a programação reencarnatória, adiando, não raro, para muito longe, a reparação e a retomada do crescimento espiritual. Quando Deus nos confiar semelhante tarefa, utilizemos o recurso incondicional do Evangelho, a nos preparar e auxiliar em quaisquer testes, superando, desde os menores obstáculos, até as montanhas das grandes provas. Não fujamos dos testes que nos apresentam. Pais espíritas, toda prova no lar é bafejo da confiança que desce dos "Céus", gravando em nossos corações - à custa de lutas e alegrias, sofrimentos e satisfação - a legenda divina do amor e da justiça, da bondade e da misericórdia, que, proferida pelo meigo Rabi da Galiléia, ainda ecoa na acústica de nossas almas: "Todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes".
 
 
 

Compilação de Rudymara
 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Lojinha do Edu - Dicas de Informática Episódio 01 - Cookies

Livro - 1222 - Anne Holt


“1222” é o décimo terceiro livro da escritora Anne Holt, uma norueguesa de 54 anos que já soma dezessete livros publicados ao longo de toda a sua trajetória como escritora.

Escrito em 2007 e traduzido para o português em 2012, pela editora Fundamento, 1222 é, por enquanto, o último livro da série sobre a ex-policial Hanne Wilhelmsen, cuja série completa possui oito livros.
Pouco conhecida no mercado brasileiro, Anne Holt, com o livro 1222, já se destaca no mercado internacional como um novo fenômeno do romance policial, alcançando a marca de seis milhões de cópias vendidas. Uma marca que poucos escritores alcançaram principalmente os noruegueses, visto que a escritora já é considerada como a escritora norueguesa de maior destaque entre os países nórdicos.
*Esta resenha será dividida entre Resumo da Obra, Crítica e a quem eu recomendaria a leitura deste livro.

Resumo da Obra

A história começa com o descarrilamento de um trem a 1222 metros de altitude, em Finse, na Noruega, numa região atingida por uma nevasca tão intensa que nunca haviam visto tamanha destruição causada pelos ventos fortes e pela impiedosa neve que, sem dar descanso aos 269 sobreviventes, aos poucos iria remodelar o hotel para que ninguém pudesse entrar ou sair. Uma atmosfera de medo, hostilidade e desconfiança instalava-se no momentâneo refúgio.
Hanne Wilhelmsen, uma ex-policial, tão astuta e brilhante quanto sarcástica e antissocial, é a única pessoa capaz de desvendar a morte de um dos passageiros, morto a tiro por um dos sobreviventes. No entanto, Hanne não pretende se envolver. Ela sabe que a verdade cobra um preço muito alto. Ao longo dos anos, sua busca por justiça lhe custou o amor de sua vida, suacarreira na polícia de Oslo e a própria mobilidade.
Contudo, mesmo diante de sua deficiência, Hanne resolve ajudar os outros passageiros a desvendar o misterioso assassinato de Finse 1222.

Crítica

1222 faz parte de uma série de oito livros, um fato que me fez pensar se compraria ou não o oitavo livro publicado, pois, como muitos devem estar pensando, é só mais uma história da ex-policial, protagonista da série, ou este livro faz parte de uma sequência? Enfim, perguntas que a princípio me preocuparam. No entanto, ao analisar a situação, editora alguma iria perder a chance de ganhar mais alguns reais, não é verdade? Portanto, comprei tendo a plena convicção de que seria somente mais uma história da ex-policial. E graças a Deus as minhas suspeitas estavam corretas, não foi preciso ler os livros anteriores.
A história é realmente empolgante e claustrofobia. Ao ler, a sensação é de que você também faz parte da trama. Agora, se somarmos Noruega, frio, assassinato e suposto acidente à trama, impossível alguma história dar errada, desde que bem escrita, claro.
Com uma protagonista que beira um autorretrato, Anne Holt criou um romance policial surpreendente, rápido e sem muitos pontos soltos, daqueles que nem um leitor bem atento conseguiria desvendar logo na metade da história. 1222 é um livro fascinante, seja pelo sarcasmo ou pelas críticas que Hanne apresenta ao leitor.
“Eu não preciso usar um aparelho de audição, de jeito nenhum, e me viro muito bem. Em especial pelo fato de que raramente falo com outras pessoas e de que os aparelhos de televisão são equipados com um botão de volume.”
“Às vezes suspeito de que pastores como Cato Hammer não acreditam em Deus. Em vez disso, são apaixonados por um clichê de Jesus, o homem bom de sandálias, olhar aveludado e mãos acolhedoras.”
E assim, repleto de sarcasmo e críticas que a personagem é construída. Algo que realmente vale a pena acompanhar com o passar das páginas. Além do mais, 1222 nos leva aos recantos de um passado distante, cuja infância – para quem gosta de mistérios – não foi só brincadeiras de rua, mas brincadeiras a sós, onde montávamos lugares fechados e acolhedores para ler, jogar e criar nossas próprias histórias de aventura e mistério.
No entanto, mesmo sendo uma boa história de mistério com uma protagonista astuta, brilhante e certa vez dura, a resolução do mistério foi simples e rápido. A ênfase que Anne deu à capacidade dedutiva de Hanne beira àquela concedida por Arthur Conan Doyle a Sherlock Holmes. Enfim, achei tudo muito conveniente e exagerado. E é por esses motivos que dou uma nota 4 de 5. Acho que poderia ter sido mais sutil e complicada a resolução.

Recomendação

Se você está procurando um livro de aventura e mistério, mas não é tão exigente com o final da história, vá fundo, você não irá se arrepender. Aliás, mesmo que você seja muito exigente, acredito que valha a pena, pois, conforme disse no começo: Noruega, frio e assassinato dificilmente será uma história chata.
Para a leitura não há idade, porém, para este livro, aconselho que o leitor tenha, pelo menos, uns 16 anos, pois acho que o aproveitamento será ainda maior.
Título: 1222
Autora: Anne Holt
Ano: 2013
Páginas: 303
Editora: Editora Fundamento